Estréia do espetáculo Faço P'arte
2 de agosto de 2014O espetáculo faço P’Arte que estreou hoje no SINERGIA e ficará em cartaz com mais 7 apresentações no mês de agosto foi realmente uma ES-TRÉI-A! No linguajar bem característico de uma bichinha espalhafatosa. Isso porque, conforme o tema da peça que abordava a possibilidade da “Cura Gay”, teve como personagens homossexuais o mais caricato possível. Conforme o autor da peça prometeu, as atuações foram realmente bem fiéis aos seus papéis.
A começar pelos 4 pacientes internados que eram 3 do sexo masculino e um do sexo feminino. A travesti Iolanda Hayalla, interpretada por Fábio Soares que AR-RA-SOU no figurino, maquiagem e, claaaaaro na interpretação fiel de um travesti com seus gritinhos e trejeitos espalhafatosos. E ficou a peça inteira num salto pra lá de enorme. Em boa parte das suas falas era gargalhada certa. Foi fácil perceber a simpatia do público com ele (ou seria com ela!?)
O gay assumidíssimo e bem espalhafatoso Gil, interpretado por Ítalo Vítor que chegou com os óculos escuro FE-CHAN-DOOO! Era um balançado de cabeça e muitas caras e bocas que faziam lembrar muitos personagens do nosso dia a dia. Facilmente identificado na sociedade pela sua expansão e trejeito exagerado. O ator arrasou no papel também.
O homossexual “não assumido” Filipe, interpretado por Deon Santos todo serelepe e com tentativas mais que frustradas de esconder sua opção sexual. Todo durinho e com atitudes birrentas de quem está tentando mostrar sua masculinidade inexistente, o garoto fez uma ótima interpretação.
E a única “mulher” dos que estavam internados, a lésbica assumida Renatão, interpretada por Tallita Weslayne que era “mais macho que muito homem” que estava ali! Sempre fiel nas suas interpretações, Tallita cumpriu seu papel com fidelidade. Estava a própria “mulher macho sim sinhô”.
Foto: Ricardo Pereira
Além dos que estavam internados tinha também o Dr. Romero, interpretado por Maurício Mendes o enfermeiro interpretado por Leandro Medeiros e a enfermeira interpretada por Vivi Silva. Que foram tão protagonistas quanto os “pacientes” da clínica milagrosa do Dr. Romero Cardoso.
O cenário era praticamente todo feito de papel branco, TNT branca, canos de PVC, seringas, luvas, soro, suporte de soro, uma maca suspensa entre outras coisinhas mais. Tudo com um toque fluorescente que ao apagar das luzes dava todo um efeito especial nas pinturas.
A iluminação, como sempre, é um fator que dá um charme todo especial aos espetáculos teatrais e, nesse caso, não foi diferente. O cenário modificava completamente a cada cena que a luz era alterada.
Com certeza quem assistiu a estréia terá vontade de repetir a dose nas próximas outras 7 apresentações. Foram gargalhadas constantes. Mas não deixaram de mostrar a realidade da classe homossexual que é cercada de preconceitos e maus tratos. No meio de tanto riso e “alegria” existem dramas e histórias marcadas por muitas lutas e sonhos. Não deixem de conferir. O espetáculo se repete hoje, amanhã e nos dias 8, 9, 22, 23 e 24 de agosto no mesmo local (SINERGIA) e horário (20h).
Foto: Ricardo Pereira
Ao final, os atores agradeceram a presença de todos e foram aplaudidos de pé pelo grande público que estava ali para assistir e contribuiu consideravelmente com suas risadas intermináveis.
Quem também estava lá registrando tudo foi o fotógrafo Ricardo Pereira e já publicou as imagens no upfesta.com.br. Fiquem de olho!!
Por Ana Paula Araujo
Fotos: Klycinha Nascimento
Fotos: Ricardo Pereira