Oficina de Percussão Corporal
18 de maio de 2014A oficina de Percussão Corporal promovida pelo SESC Ler Paulo Afonso (Mostra de Artes Aldeia Mulungu) e ministrada por Gildo Madeira foi um verdadeiro sucesso. Com início na última sexta feira, o curso atraiu a atenção da Professora Jussara Araujo que veio de Petrolândia e trouxe consigo um montante de 7 a 10 alunos da escola Maria Cavalcanti daquela cidade.
A Professora ficou impressionada com a qualidade da oficina e muito satisfeita com o resultado que estava observando no decorrer da mesma “Trouxe os alunos primeiro porque eu conheci a mostra o ano passado, mas eu vim com um grupo de alunos só para assistir os espetáculos, eu não me liguei nas oficinas. Esse ano eu mudei de escola e a gente esta começando um grupo cultural que une dança teatro e eu entendi que para eles fosse bem melhor ter oficinas de arte. É uma pena que a gente não pôde participar de todas por causa das aulas. Mas eu trouxe para a da percussão porque movimenta muito o corpo e trabalha coordenação, presença de palco... Achei que seria muito bom para eles. Eu adorei e vi que as técnicas utilizadas não só vão trabalhar o corpo mas também desinibe, proporciona maior conhecimento de si mesmo, eles veem quais são as potencialidades que o corpo deles tem e isso é bom em todos os sentidos”. Infelizmente no segundo dia de oficina esses alunos não puderam comparecer, mas novos alunos vieram preencher esse espaço.
Para iniciar essa oficina, Gildo apresentou alguns slides para falar sobre tipos de percussão, significado e história da Percussão Corporal e algumas teorias mais. Assim como contou um pouco da sua experiência no curso que fez no Rio de Janeiro com o grupo Barbatuques (saiba mais AQUI). Após as devidas teorias, o grupo partiu para a prática. Para começo de conversa, ele explicou alguns dos diversos tipos de sons que podem ser emitidos pelo corpo como: palmas, estalos, assobios, batidas em todas as partes do corpo. Mostrando quais sons são graves, quais são os agudos. Quais os que parecem com a bateria, com o simbal, agogô entre outros.
Ele começou a falar sobre uma técnica chamada “flecha”, onde a pessoa olha no olho do colega, bate uma palma e “passa” a vez para outro fazer a mesma coisa. E nesse vai e vem de palmas, ia sendo criado um ritmo.
Depois disso iniciou com uma sequência de batuques com pés, mãos e estalos. Algumas fáceis e outras um pouco mais difíceis. Mas era impressionante a vontade que todos estavam de aprender. Todos pareciam crianças se testando e testando a coordenação motora e dando muitas risadas com os erros e acertos dos colegas.
Até na hora do lanche todos ficavam feito loucos testando a sequencia de batuques pra não errar. Todo mundo no "tchi, pá, tchi, tum, tchi pá"... A oficina, além de ensinar a parte percussiva, os sons que podemos emitir com nosso corpo, foi um momento de interação forte, onde todos se ajudavam independente de idade, profissão ou algo do tipo. Os alunos estavam todos no mesmo nível e na mesma sintonia. Foi um momento de estudo de culturas de outros lugares, descobertas e muita interação. Todos que participaram ficaram muito satisfeitos com o resultado da oficina que, como já dito, vai além da percussão. É um teste de limites, superação, coordenação motora, interação, colaboração e mais um monte de outros “aos”.
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Por Ana Paula Araujo